TODOS FALANDO A MESMA LÍNGUA
Cada profissão tem seu jeito próprio de se comunicar com os colegas de atividade. No jornalismo, por exemplo, elaborar uma noticia chama release. Na arquitetura ou engenharia, o croqui pode significar o rascunho de uma planta. Enfim, no direito, na veterinária ou na administração de empresas, isso não é diferente. No entanto, as atividades que lidam diretamente com pessoas, como a medicina, a enfermagem ou a odontologia, existe a necessidade de uniformização dos termos, ou seja, a nomenclatura da anatomia humana, para que não só os profissionais entendam, mas também os pacientes possam ter um conhecimento mínimo para conhecer e compreender a linguagem utilizada.
Assim, com a finalidade de melhorar as descrições de cada função ou parte do corpo humano, padronizando o uso, tanto para o meio acadêmico, quanto ao profissional e para o próprio cidadão que vai ao dentista, ao médico e compra remédios, em 1997 foi apresentado em um congresso, em São Paulo, as últimas modificações na denominada Nônima Anatômica.
Para a Odontologia, a alteração mais expressiva foi a substituição de bucal para oral para tudo o que se refere às estruturas da boca. As amígdalas significam tonsila e o papo agora é inglúvio. Então, apesar de serem mais importantes para o meio acadêmico do que para o meio clínico, as diferentes nomenclaturas podem confundir, muitas vezes, o paciente, à medida em que ele busca informações sobre um determinado problema ou consulta com mais de um profissional e encontra divergências e dados desatualizados.
Nome antigo: |
Nome atual: |
Nome antigo: |
Nome atual: |
Amígdalas |
Tonsila |
Gânglio linfático |
Linfonodo |
Cavidade bucal |
Cavidade oral |
Mentoniano |
Mentual |
Côndilo |
Cabeça de mandíbula |
Sistema circulatório |
Sistema Cardiovascular |
Fossa nasal |
Cavidade nasal |
Saúde Bucal |
Saúde Oral |
Fonte: Edição 597 do Jornal da Associação Paulista de Cirirgiões-Dentistas - APCD
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