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CARGA IMEDIATA EM IMPLANTODONTIA


A realização das reabilitações implanto-suportadas com carga imediata é uma realidade hoje (SHINITMAN et al., 1990, SALAMA et al 1995, 1997, TARNOW et al., 1997 e ROMANOS, 2002). Muitas vezes, quando propomos a reabilitação com implantes osseointegrados a nossos pacientes, estes imediatamente já nos inquerem sobre a possibilidade de fazer carga imediata. Hoje, este recurso deve ser utilizado pelo cirurgião-dentista, pois, desde que bem indicado, é um tratamento com grande previsibilidade, devolvendo a função mais rapidamente, com afeitos psicossociais positivos para o paciente, reduzindo o desconforto, a inconveniência, a ansiedade nos períodos de espera e a dificuldade de mastigar (SALAMA et al, 1995).

Apesar de existirem implantes, sistemas e técnicas para a carga imediata, se faz mister dizer que é possível executá-las sem, contudo, modificar o protocolo original de Branemark, evitando assim, muitas variáveis.

Independente do sistema a ser utilizado, algumas condições sinequanon são necessárias para se poder optar pelas cargas imediatas. Dentre elas, podemos citar: estabilidade primária do implante conseguida pelo desenho e morfologia do implante (de preferência longos), qualidade óssea adequada do osso residual (para obtenção de estabilidade inicial de pelo menos 45 N/cm2) e controle dos micro movimentos na interface implante/osso (máximo de 100mm) e por uma correta ferulização da prótese, garantindo a estabilidade cruzada no arco (SALAMA et al, 1995, TARNOW et al, 1997 e ROMANOS, 2002).

Alguns sistemas utilizam três e quatro implantes para próteses totais, tipo protocolo inferiores, e para maxila quatro ou seis implantes. Entretanto, a utilização de cinco implantes convencionais inferiores e seis ou mais implantes convencionais superiores garantem a mesma previsibilidade dos demais sistemas. A utilização de carga imediata em reabilitações unitárias também esta indicada, desde que seguidas as indicações acima.

Mas, em qualquer que seja a carga imediata, é fundamental uma correta avaliação e ajuste oclusal. Seguem casos de reabilitação com carga imediata inferior, superior e unitária com os passos tradicionais de confecção de protocolos. Implantes convencionais, componentes estethicone, moldagem, prova do metal, registro oclusal, prova dos dentes e fixação. No caso unitário foi utilizado CeraOne.

 Caso 1
 Protocolo Mandibular
   Caso 2
 Prótese fixa boca toda superior
   Caso 3
 Unitário dente 24
 Fratura Radicular
 Estado
 Inicial
 Estado
 Final
  Estado
Inicial
Extração
dos dentes
condenados
por doença
periodontal
Moldagem
de
Transfe-
rência
Prova da
Estrutura
Metálica
Entrega
da Carga
Imediata
 Estado
 Inicial
 Prótese
 Instalada


Profa. Silvia Maria Anselmo: Especialista em Ortodontia e Ortopedia Facial pela UNICSUL; Especialista, Mestre e Doutora em Prótese Dental pela UNICAMP, Profa. Assistente Cursos mestrado e especialização em Implantodontia da CPO São Leopoldo Mandic; profa.Disciplinas Prótese, oclusão, materiais dentários e clinica integrada da FAPI )Faculdade de Pindamonhangaba)

Prof. Walter Rodrigues Jr.:Doutorado e Mestre em Implantodontia pela CPO SLM, Campinas, Especialista em Cirurgia e Traumatologia BMF e Dentística, Prof. Do curso de formação em Implantodontia do IMPG.


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