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ESTERELIZAÇÃO: VOCÊ CONFIA NA SUA ?

Nas duas últimas décadas fomos solapados com a chegada de doenças graves doenças emergentes – como AIDS, Hepatite C, Tuberculose Multirresistente, Pneumonia Asiática e outras. Estas chegaram para mudar de maneira drástica condutas e paradigmas de controle de infecção médico-odontológico em âmbito mundial.

Em pleno século XXI nos deparamos com condutas inapropriadas para procedimentos clínicos e cirúrgicos na área odontológica e há de se fazer algo para se proteger e dar a devida proteção biológica aos nossos pacientes.

Evidentemente em países de primeiro mundo as mudanças foram rapidamente instituídas e na grande maioria das vezes com excelentes resultados. Infelizmente e em países como o Brasil, grandes mudanças e a isenção de protocolos rígidos de controle de infecção ocorreram somente na área hospitalar. Um exemplo é a proibição sumária da Estufa como método de esterilização somente em serviços hospitalares no início da década de 80 (ANVISA).

É indiscutível a importância do controle de infecção também na área odontológica, haja vista o grande número de colegas acometidos pelas Hepatites B e C. No caso da HEPATITE C, atualmente considerada pela OMS como a Doença do Terceiro Milênio, trata-se de uma doença de características ímpares: doença silenciosa (assintomática), de difícil e caro tratamento,  não existe vacina até o momento (tamanha sua complexidade imunológica) e de fácil transmissão em atividade de risco.

O controle da infecção em Odontologia é basicamente sustentado por 3 grandes pilares:

• Proteção individual da equipe (parametrização, vacinação e descarte de resíduos).
• Desinfecção de superfícies e troca de barreiras
• Esterilização e Monitoração

Devemos dar uma atenção especial à ESTERILIZAÇÃO e principalmente sua VALIDAÇÃO (etapas de monitoração).

Sabe-se que são poucos os profissionais que monitoram sua esterilização pois o assunto é também pouco conhecido difundido na área odontológica de países da América Latina, África e Ásia.

Particularmente no Brasil, vivemos um grande contra-senso pois temos tecnologia e profissionais de ponta no âmbito técnico estético-funcional e não dispomos, na maioria das vezes, de infra-estrutura de proteção biológica aos profissionais e pacientes.

É importante ressaltar a superioridade incontestável da esterilização através do calor úmido sob pressão AUTOCLAVE – quando comparada ao método de esterilização por calor seco ESTUFA. Realizar a monitoração da estufa torna-se praticamente inviável pelo seu custo, tempo de espera para o resultado e validade da esterilização. A Autoclave, porém, tem sua monitoração simples, rápida e de baixo custo.
Mas se autoclave é um método seguro, por que realizar a monitoração desse método de esterilização?

Na verdade, o fato de colocarmos uma caixa ou um pacote na autoclave para esterilizar não significa necessariamente que teremos esterilização. Isso se deve a vários fatores como: oscilação inadequada do equipamento, presença de matéria orgânica no instrumental e outros.

Desta forma devemos lançar mão de recursos eficazes que nos assegure o ponto principal do Controle de Infecção Odontológica – a ESTERILIZAÇÃO.





A eficaz Monitoração da Esterilização é realizada através de testes químicos internos e testes biológicos. Os testes químicos devem ser realizados em todos os ciclos e se possível, em todos os pacotes e caixas. O mais seguro é o INTEGRADOR QUÍMICO que avalia de maneira eficaz todos os parâmetros de funcionamento da autoclave (tempo, temperatura e penetração de vapor). Para confirmar, devemos realizar o TESTE BIOLÓGICO no mínimo uma vez por semana ou diariamente no caso de implantáveis e cirurgias altamente invasivas.

O TESTE BIOLÓGICO é o único método que atesta esterilização.

O assunto é bastante polêmico e causa inúmeras dúvidas e discussões acerca da necessidade e da periodicidade dos testes.

É fato que não se pode assegurar esterilização sem testá-la.

Devemos assumir, definitivamente, o papel de PROMOTOR DE SAÚDE. Desta forma é inadmissível trabalharmos sem segurança.  Não podemos transformar nosso respeitoso trabalho em DISSEMINADOR DE DOENÇAS.
Vale refletir!

Saiba mais sobre ESTERILIZAÇÃO, CONTROLE DE INFECÇÃO e o SELO BIOLÓGICA – QUALIDADE EM BIOSSEGURANÇA – EXCELENCIA EM ATENDIMENTO ODONTOLÓGICO no site www.selobiologica.com.br.

Autor/Fonte:
Dra. LUSIANE CAMILO BORGES
• BIOMÉDICA
• MICROBIOLOGISTA
• CIRURGIÃ-DENTISTA
• MESTRANDA DA UNIFESP EPM
• DIRETORA CIENTÍFICA DA APCD SANTO AMARO
• COORDENADORA DO PROJETO DE BIOSSEGURANÇA EM ODONTOLOGIA
• COORDENADORA TÉCNICO-CIENTÍFICA DA BIOLÓGICA

Fonte: Informativo Uniodonto de São Paulo
Novembro e Dezembro de 2005


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