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CONSEQUÊNCIAS DAS DROGAS NO PÓS-ANESTÉSICO
DROGA: Armadilha na qual vítima é você

O 23 o. Congresso Internacional de Odontologia (CIOSP), organizado pela APCD em janeiro passado, apontou um fato curioso para o qual muitos estão preparados: qual a posição do cirurgião-dentista diante do efeito colateral provocado em pacientes que consomem drogas?

No encontro, discutiu-se a posição deste profissional em casos de transtornos pós-anestésicos sem motivo aparente. Isso pode ocorrer por esquecimento de uma anamnese detalhada pelo dentista ou pelo paciente se sentir intimidado por perguntas e escolher sua condição de dependente de drogas.

Segundo a instituição da Organização das Nações Unidas contra as Drogas e Crimes, 5,8% da população brasileira com mais de 15 anos usa maconha, 0,8% faz consumo rotineiro de cocaína e 0,7% utiliza-se de anfetaminas. Os dados divulgados ano passado mostram, também, que o Brasil é o segundo país na América do Sul que mais consome maconha, perdendo para a Venezuela, e o nono país onde se consome mais cocaína.

O Conselho Regional de Odontologia tem orientado os cirurgiões-dentistas que redobrem a atenção antes de iniciar um tratamento dentário. A intenção é identificar o usuário de substâncias tóxicas e assim adequar o atendimento à pessoa. O conhecimento de que o paciente é consumidor de drogas poderá alertar o profissional sobre o tipo de anestésico usar.

Como as drogas atuam na corrente sanguínea e mexem com o coração, o dependente químico, quando anestesiado, pode ter uma reação como desmaio, mal estar, taquicardia e até aumento da pressão arterial. Recentemente não se têm notícias de casos de morte devido à estes fatores, mas dependendo da quantidade de drogas presente no organismo, o falecimento é provável. O ideal, durante a anamnese, é que o profissional da odontologia questione seu paciente tendo certeza de que ele não esteja utilizando-se de qualquer entorpecente naquele momento. Caso esteja, o ideal é adiar o tratamento.

Anabolizantes – Uma edição de maio da revista época mostrava a facilidade de se comprar remédios controlados pelo governo através da Internet. Existe, segundo a reportagem, a possibilidade de adquirir remédios de outros países que ainda não são comercializados no Brasil. Grande parte dos sites descrita na matéria coloca à venda os anabolizantes, drogas fabricadas para substituir o tostesterona, hormônio produzido pelo homem através de seus testículos.

São cápsulas, comprimidos ou injeções intramusculares que ajudam no crescimento dos músculos. Também atuam como medicamentos, mas muitos usuários os utilizam de forma indiscriminada, apenas para desenvolver sua musculatura ou melhorar seu desempenho físico.

Profissionais alegam que os anabolizantes alteram o mecanismo da coagulação e aumentam o sangramento pós-operatório, gerando sempre uma hemorragia.


Autor/Fonte:
Metrô News - edição 172

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